segunda-feira, 24 de setembro de 2007
*interlúdio*
numa vontade doida de correr na esquina e gritar "meu benzinho" bem alto pra ver se paro com a sensação de nunca ninguém ter me odiado ao ponto de me matar, mas mesmo assim me fazendo sentir morta todas as vezes que alguém deixa de me amar.
enfim,vou dormir podendo abraçar o mundo quando chegar a madrugada.
beijos e muito obrigada por me tocar."
Clarice Bueno, um metro e meio, mas que não cabe toda em nada menor do que um céu, sobre o escrepo-conto #7. Guardei relendo, relendo, até não agüentar mais ficar só comigo. Tenho uma dificuldade em que as coisas fiquem só comigo. E só falo isso, pra ser redundante.
#9 - 24/09/2007
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
#8 - 12/09/07
Renan é inocente. Renan é inocente, na minha memória.
#7 - 27/08/07
Desculpa, benzinho, desculpa. Não por eu te deixar assim, assim deixado, porque disso você logo esquece, mas por insistir em te dizer o que te faz cuspir, esmurrar muro e que em mim vem latente: de eterno, o amor só tem o cinismo.
Terra Terrível

#5 - 30/07/07
Mas quanto a eu ser o tal rapazinho que dormia guardado por Deus enquanto uma vela caía em cima das cortinas, não acredite. Nesse dia, pro inferno seja mandado Lélis, pro inferno, o rapazinho era outro.
#4 - 16/07/07
Tô te add, viu? Aceita, "papai"! hihihi
:***
#3 - 04/07/07
Previsão de percurso - 00:23:07
#2 - 16/06/07
Imagine só um disco com uma única trilha. É, um troço lá de seus dez minutos, que, a cada vez que alguém escutasse, se modificaria. Da primeira vez, por exemplo, se repararia um baixo acompanhando os metais, só que na segunda já se estaria ouvindo um baixo imitando a guitarra. Na terceira, o baixo solando isolado. Quarta vez! Os metais entravam no primeiro minuto, sozinhos e cibernéticos. Mas na quinta vez, não haveria metais. Na sexta, uma guitarra em wah-wah, na sétima, a orquestra de São Paulo. E em outro exemplar do disco, a terceira vez seria a quadragésima, a primeira seria a quinta, a quarta seria a centésima primeira. E quando todas as possibilidades terminassem, a música se apresentaria por toda. Bastaria apenas alguém concordar em escutar o infinito.
#1 - 04/06/07
Explica, explica, explicações
Mas não me entrego, nem entrego ninguém. Obsoleto por obsoleto, me pergunto onde seria o myspace da literatura? o youtube dos nossos papéis? Nada de canto nenhum. Nada. Prefiro, então, insistir no blog, em versão mais feliz ano novo, claro, mais cadê vocês, minha gentem. E não é esse, cês podem notar, a casa é simples, geladeira vou comprar amanhã, receber a pensão, sabe?, o meu trambique tá é no Orkut, no http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14856631799016562867 , sob o formato Blog Orkutiano. A casa é lá, o porão agradável, aqui. E funciona como enviador de contos em formato de scrap, os escrepo-contos, para amigos já embebidos da idéia de que são e serão leitores para sempre e sempre e sempre. Nada de links jogados no e-mail, no subnick do MSN, na tela do chat, a coisa chega e fica no scrapbook, de intervenção, de molecagem, sem consolo ou barreiras.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Blog Orkutiano
O Blog Orkutiano não é e nem será uma exclusividade de ninguém. Trata-se de um formato pela literatura intrometida, que assalta ao invés de pedir, e pela literatura sintética, exigida por um veículo velocíssimo como a internet, usando, para publicação, apenas as ferramentas do Orkut. Simples: um perfil, como se fosse um endereço de blog convencional, que envia, entre um período determinado pelo autor, textos literários, em molde de scrap (ver mais em “escrepo-conto”), para todos os scrapbooks dos seus “amigos”, já pré-avisados.
Modo de Preparo:
- Crie uma conta somente para o Blog Orkutiano. Claro, afinal você precisa estar zerado para que todos os “amigos” futuramente convidados ou aceitos sejam, sem exceção, cônscios do seu objetivo.
- Sugiro que ponha em “Nome” o título do blog (por exemplo, o meu é [escrepo.conto] ) e em “Sobrenome” o seu próprio nome (ex.: Saulo Dourado).
- Coloque todas as regras que você acha pertinentes no “Quem Sou Eu”, dando ênfase de que a tal conta se refere apenas a um blog orkutiano.
E boom!
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31958434
Escrepo-conto
Com o inegável desaguamento do Orkut na nossa rotina e o uso cada vez maior da internet para veicular literatura, eis que surge a proposta de uma fusão entre esses dois movimentos, a fim de criar um troço entitulado escrepo-conto.
Escrepo-conto
[Do ing. scrap 'recado' + conto]
S.m.
1. Conto feito em formato de scrap, obedecendo às seguintes regras:
a) Limite máximo de 1024 caracteres (o permitido em um scrap);
b) Existência de um interlocutor, real ou fictício, oculto ou explícito (ex.: "Elementar, meu caro Fulano" ou "Valha-me, Lula!" ou "Você não sabe o que aconteceu!");
c) Não inserção de título (o escrepo-conto terá o nome de seu autor);
d) Utilizaçaum livre d linguagem, incluindo emoticons. ;)